O Tribunal do Júri da Comarca de Santa Cruz do Capibaribe condenou Gileno Francisco Azevedo Anacleto a 13 anos, 10 meses e 8 dias de prisão, em regime fechado, pelos crimes de tentativa de feminicídio e violência psicológica contra a ex-companheira.
O crime ocorreu em 17 de abril de 2023, no bairro Neco Aragão. Segundo os autos do processo, o réu atacou a vítima com golpes de chave de fenda, principalmente na região do pescoço.
Na época, a mulher estava grávida e segurava nos braços o filho do casal, então com dez meses de idade. Durante a agressão, uma vizinha conseguiu retirar a criança do local.
De acordo com a decisão judicial, o crime teria sido motivado pelo inconformismo do agressor com o fim do relacionamento e por uma discussão envolvendo valores de benefício assistencial.
A vítima sofreu perfurações no pescoço e nas costas, fratura na clavícula e complicações respiratórias, além de permanecer com cicatrizes decorrentes do ataque.
O réu também foi responsabilizado por violência psicológica. Conforme as provas apresentadas no processo, a mulher teria sido submetida durante aproximadamente dois anos a episódios de agressão, ameaças e comportamento controlador.
Durante o julgamento, Gileno confessou ter desferido os golpes.
A Justiça negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade e manteve a prisão preventiva. A decisão levou em consideração, entre outros pontos, o período em que ele permaneceu foragido e registros de novas ameaças contra a ex-companheira em 2024.
Além da pena de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima e 60 dias-multa.
Gileno também possui condenação anterior de 41 anos e 7 meses de prisão pelo duplo homicídio de Nelson Barros Alves da Silva Júnior, conhecido como “Nuna”, de 34 anos, e Fernando Fábio, de 43. O crime ocorreu em outubro de 2024 durante uma seresta no bairro Santo Agostinho.
Dois dias depois daquele homicídio, Gileno foi baleado durante uma comemoração política no distrito de São Domingos, em Brejo da Madre de Deus.









